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Artigos que foram publicados em jornais e revistas

Responsabilidade das grandes empresas na oportunidade das “SmartGrids”

SAP ecosystemArtigo escrito para a Revista Aspectos da Câmara de Comércio Luso-Francesa

“Carro-chefe”, numa escola de samba, refere o carro alegórico mais relevante ou significativo. A respeito do tema deste artigo comentava-me, há tempos, um amigo brasileiro, que a responsabilidade das grandes empresas no êxito da inovação de um país é um pouco como a do carro-chefe no Carnaval: tem de ir à frente a abrir o desfile e deixar espaço para, a trás, as empresas mais pequenas sambarem como forem capazes.

O ecossistema da SAP

SAP ecosystemArtigo publicado no Diário Económico em 25 de Fevereiro de 2013

Ouvi falar pela primeira vez da SAP em 1991. Lembro-me ainda, da apresentação a que assisti, com outros responsáveis de informática de empresas portuguesas, numa pequena sala do Hotel Altis. Face aos ERPs das empresas concorrentes, o SAP R2 era revolucionário: funcionava em tempo real, de forma integrada, com todos as transações a serem repercutidas imediatamente em todas as bases de dados relevantes, o que dispensava os “batchs” noturnos que caracterizavam os sistemas concorrentes. Em 1991 a SAP era uma empresa que facturava na península ibérica apenas 5 milhões de euros, embora já tivesse uma faturação global de 350 milhões de euros e 2.700 colaboradores. Não se adivinhava, contudo ainda, o colosso em que se iria tornar, com 13,2 biliões de Euros de faturação e mais de 50.000 empregados em 2012.

Serendipidade e Inovação

serendipity

Artigo publicado no Diário Económico em 11 de Fevereiro de 2013

Serendipidade é uma palavra nova em Português, que até custa pronunciar, com origem no “serendipity” Inglês, língua onde é uma das palavras mais populares mas também das mais difíceis de traduzir. Quer dizer “acaso feliz” ou “descoberta por acidente”. A sua origem é atribuída a Horace Walpole que em 1754 escreveu a lenda “Os três príncipes de Serendipe (a Sri Lanka de hoje)”. Os príncipes, graças à sorte e a muita atenção e argúcia, passavam a vida a fazer, como por acaso, descobertas valiosas, quando andavam à procura de outras coisas.

A APVE e a Mobilidade Elétrica

ApveArtigo publicado no Diário Económico em 28 de Fevereiro de 2013

O motor de combustão interna e a transmissão dos nossos fiéis automóveis têm em média 1400 peças; em contrapartida o motor de um veículo elétrico tem apenas 200. Esta simples comparação demonstra a revolução que a mobilidade elétrica trará à indústria automóvel.

Uma revolução inevitável porque a verdade é que o petróleo tem os dias contados, pois, à nossa escala de tempo, já não se faz mais e ao ritmo a que o consumimos não pode durar muito.

Anti-frágil

Anti-frágilArtigo publicado no Diário Económico em 14 de Janeiro de 2013

Quando ia a conferências sobre Risco – e assisti a algumas memoráveis, que pareciam fazer parte de um romance de John le Carré – frequentemente, as apresentações iniciavam-se invocando a milenar sabedoria Chinesa, sendo referido que a palavra Risco (ou Crise) não existe em Chinês pelo que, para o designar, são utilizados dois caracteres “wēi” e “jī”, que significam respectivamente “perigo” e “oportunidade”. Não sei se é verdade, mas, como dizem os italianos “Se non è vero, è ben trovato”, porque efetivamente quando há risco há também sempre uma oportunidade.

Entrevista sobre Inovação à Newsletter da Cotec

Publicado na Newsletter nº 28 da Cotec em 7 de Janeiro de 2012

A inovação é, cada vez mais, um factor decisivo na competitividade da economia portuguesa. Temos, na sua opinião, o conhecimento, a tecnologia e os recursos para fazer a mudança de paradigma que a sociedade e as empresas necessitam?

Na minha opinião temos, nesta matéria, um país a duas velocidades. Temos por um lado um grupo de empresas familiares que não foram capazes de resolver a sucessão dos fundadores, profissionalizando a gestão, o que as torna incapazes de se adaptar aos novos desafios. Por outro lado, existe um conjunto de empresas que atuam no mercado global, possuem gestão de calibre mundial, com capacidade para criar oportunidades em qualquer geografia e em simultâneo potenciar um grande conjunto de “start-ups”, que como temos testemunhado na COTEC, desenvolvem tecnologia de ponta e têm grande capacidade de crescimento.

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