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Ruanda captura energia de lago em erupção

No jogo da sustentabilidade há que ir procurar energia onde ela exista, mesmo aos locais mais improváveis. É o caso do Ruanda que pretende produzir um terço da energia eléctrica do País a partir do lago Kivu. Ao longo de milhares de anos quantidades imensas de gases vulcânicos, incluindo metano, dissolveram-se no lago.

Lake Kivu, Rwanda

Estes gases representam uma ameaça latente para as 2 milhões de pessoas que vivem nas margens do lago, mas têm também o potencial de produzir uma quantidade enorme de energia, o que teria a vantagem adicional de permitir, de forma segura, “desgaseificar” as águas do lago.

Uma central experimental produz já 3,6 Mw a partir do metano do lago, prevendo-se agora iniciar a construção de uma central de maior potência, que poderá abastecer um terço da energia do País durante 100 anos.

O lago Kivu é um dos três lagos do Mundo com estas características. Estes lagos representam um perigo permanente para as populações ribeirinhas e uma chamada de atenção aos perigos da captura de CO2: em 1984 o lago Nyos, nos Camarões, libertou grandes quantidades de CO2, matando, nas suas margens, centenas de pessoas e animais.

A produção de energia poderá ser uma das formas de evitar a repetição destes fenómenos.

Referências
Rwanda harnesses volcanic gases from depths of Lake Kivu